domingo, 7 de junho de 2015

Técnicas de resinagem


O acabamento que você usa é tão importante como saber usa-lo, siga os passos para desfrutar de melhores resultados. O que define o seu trabalho é com que qualidade você realiza o acabamento do seu trabalho, a resina é responsável por esse acabamento.
As resinas para esse tipo de trabalho não são ruins, existem maus finalizadores que não usam da forma correta. O segredo para o bom acabamento está na técnica da aplicação da resina, se você não está obtendo um resultado satisfatório, onde ficam bolhas e desníveis, com certeza deve repensar e mudar ligeiramente a sua técnica de aplicação. Vamos dar uma olhada? 

Nódulos, falhas, protuberâncias e falhas.
Na maioria dos fóruns essa pergunta é a maior dúvida dos ROD MAKERS iniciantes. Porque ocorre isso? Como resolver? A resposta é bem simples, eles provêm da pessoa que aplica o acabamento, pois as resinas são auto niveladoras, as formas impróprias de aplicar geram esses problemas. Em uma superfície plana foram derramados três tipos de resina, todas elas se acomodaram de forma totalmente nivelada.

Então, o que fazer para isso não ocorrer?
Existem basicamente três técnicas onde cada uma tem um resultado melhor que o outro, mas também o melhor resultado é o que dá mais trabalho.
Na superfície plana a resina não foi aplicada na parte inferior, nas varas aplicamos em uma superfície que cobre 360 graus e na parte onde apenas a deixamos escorrer a aderência não ocorreu, ai é que ocorre o desnivelamento e os defeitos, exatamente onde não aplicamos de forma efetiva apenas a deixamos escorrer por todo envoltório. Devemos espalhar uniformemente por toda a área que deve estar resinada.

Preparo da superfície:
O uso de color preserver é algo extremamente importante para garantir a cor real e a durabilidade da linha, mesmo a linha sendo NCP (No Color Preserver) eu o uso, pois funciona como um selador para que com o tempo a linha não apodreça e/ou queime ao sol facilmente.


 Técnica 1:
Com a vara no torno, aplique a resina em uma área de 180 graus da vara, e não a rode, deixe pingar o excesso e os remova com uma espátula ou cartão de crédito. Aguarde 1/3 do tempo de cura da resina, gire 180 graus e aplique no outro lado, deixe o excesso pingar, aguarde mais 1/3 do tempo de cura da segunda resina, coloque no torno para girar e aqueça com uma lamparina toda área resinada e. Aguarde o tempo total da secagem.


Técnica 2:
Com a vara no torno, aplique a resina em uma área de 180 graus da vara, aguarde 1 minuto após pingar todo o excesso, gire 180 graus e repita a operação quatro vezes, coloque no torno para girar e aqueça com uma lamparina ou isqueiro toda área resinada e. Aguarde o tempo total da secagem.


OBS: costumo com essa técnica aplicar uma camada bem fina e na metade do tempo de cura aplicar uma camada finalizadora com a mesma técnica.

Técnica 3:
Com a vara no torno em movimento aplique de duas a três camadas com intervalos da metade do tempo de secagem total da resina, aquecendo com uma lamparina ao final de cada camada para tirar o excesso e deixa-la bem fina. EX: resina com secagem de oito horas, uma camada a cada quatro horas.

Rotação do motor:

A rotação ideal para secagem é definida pela viscosidade da resina, quanto mais fina mais rápida deverá ser a rotação, para que acompanhe o mesmo tempo que a resina leva para escorrer. Resina mais viscosa entre 5 a 9 RPM, média viscosidade entre 12 a 18 RPM, baixa viscosidade, quase liquida de 20 a 30 RPM, alguns ainda usam entre 40 e 50 RPM, eu particularmente acho desnecessário mais que 24 RPM para resinas mesmo que bem liquidas.
Temperatura do ambiente de secagem:

A temperatura influencia diretamente no tempo de secagem, entre 20 e 23 graus é a temperatura Ideal para secagem, mas normalmente em nosso clima temos temperaturas bem acima, acelerando o processo de cura. Em lugares muito frios, lâmpadas incandescentes são usadas para controlar a temperatura e garantir a secagem ideal.
Acidentes de percurso:
Bolhas de ar, insetos que pousaram na resina antes de secar, fios de pincel, fios de cabelo e outras situações podem ocorrer em quanto a resina seca e passar despercebido. Mas nem sempre é possível reparar, para corrigir essas situações é lixar o local com uma lixa 600 após totalmente seca e curada, em seguida aplicar uma nova camada bem fina.
 
Resultados:

Resultados:
Considerações finais:
Com esses passos podemos concluir que você conseguirá garantir o sucesso do seu trabalho e ter um resultado surpreendente, a calma e a paciência são fatores muito importantes em todo processo, use resinas de qualidade e jamais use produtos de segunda linha.

domingo, 24 de maio de 2015

A importância do primeiro passador


A pesca e praia exige muitas das vezes um arremesso longo, mesmo utilizando equipamentos de ponta, há casos que o pescador não consegue atingir boas distâncias, as causas desse problema é a que vamos tratar agora.

A pesca de praia exige varas longas capazes de afastar a linha ao máximo da arrebentação, variando de tamanho de acordo com a distância pretendida e a sua aplicação na praia. 3,5 metros e até 4,5 metros são os tamanhos mais utilizados, a capacidade de linha do molinete ou carretilha é um fator importantíssimo a ser observado.






Uma das visões mais belas é um pescador executar um belo arremesso atingindo longa distância, ele costuma observar a trajetória do chumbo para observar o local que jogou e verificar se nenhuma isca ficou pelo caminho.


Se já ocorreu com você fazer o movimento correto, está com um ótimo equipamento e mesmo assim o arremesso não fui como deveria, saiba que 90 % de chance de ser a montagem do primeiro passador. Ele deve ter o diâmetro certo para o tipo da linha e estar disposto da forma correta na fibra da vara, esse é um dos muitos detalhes que devemos observar na hora da compra de uma nova vara de pesca é o tamanho do primeiro passador. Ele é que vai definir como todos os outros vão se comportar.

É comum vermos varas com o primeiro passador grande ou pequeno demais, também ainda com o modelo errado para aquela aplicação. Existem os modelos específicos para molinete e carretilha

Nas varas para molinete tem a função de diminuir as espirais para que o restante da linha siga da forma mais ordenada possível, normalmente passadores entre 25 e 20 são os mais indicados para essa situação, já nas carretilhas tem a função de guia-los de forma que não encoste na fibra e conduzindo a linha para o seu fluxo tamanhos entre 20 e 16 são os indicados.








Como estudo de caso vamos utilizar, um blank de 4,20 metros, um molinete tamanho 5000 e uma carretilha de perfil alto ambos abastecidos com linha 0,25 mm.

Para definir a posição do primeiro passador no blank, cole a ponteira no lugar e colocando o molinete também e seu lugar, amarre a ponta da linha na ponteira e folgue a fricção do molinete, enrole o molinete de forma que a fricção trabalhe e continue enrolando, observando que um movimento em círculos será formado, no local onde a linha passa a cerca de 3 cm do blank é o local do primeiro passador, essa distância fica normalmente entre 1,10 a 1,40 metros do molinete, com os próximos passadores execute da mesma forma, mas desamarrando a linha da ponteira e passando a linha por dentro do passador que já foi definido o seu lugar.


Uma regra básica para o tamanho do primeiro passador para molinete é que a linha deve ser de 1% em seu diâmetro relacionado ao primeiro passador. Claro tendo uma margem de tolerância para mais ou menos de até 0,04mm.

Ex: Linhas 0.25mm ideal passador 25mm com tolerância de linha até 0,29mm e 0,21mm. Isso tudo é claro caso queiramos seguir o que manda o figurino para obter-se o máximo de resultado. Um detalhe que creio que vale a pena ser comentado é que quanto menor o primeiro passador mais distante ele fica, salvo os casos de passadores altos como os LC(Low Rider) e os RV-H. Essa ideia de que passadores 40mm e 50mm não se usam mais, isso é um mito, pois cada tamanho tem a sua aplicação correta de acordo com a bitola da linha utilizada no molinete. 



Já com a carretilha é quase o mesmo processo, mas devemos observar o movimento lateral do guia de linha escolhendo o diâmetro do passador que tenha menos atrito possível em sua parte interna com a linha.

Figuras e fontes de pesquisa, Catálogo Fuji 2015 e Revista Aruanã - Abril 1996

quarta-feira, 20 de maio de 2015


Muitos gostam de variar anzóis em busca de um melhor resultado, mas depois de muito correr durante 10 anos usando vários modelos e marcas, resumi a minha tralha em apenas três modelos. Eficientes, práticos e sem muita diversidade.

Uso hoje:

Aberdeen Nº 2 e 2/0 para pescaria de longa distância.
Kiwame Mutsu Nº 12 e 14 para pescarias de meia distância.
Aji Sendou Nº 10 e 12 para pescarias de curta distância.

Variar muito o tamanho e modelo de anzol dificulta o pescador em reconhecer os limites do material e suas reações em cada caso.

Anzóis com pontas viradas para dentro foram projetados para evitar o embuchar do peixe e ocorrer uma ruptura da linha na boca do peixe, principalmente os que possui dentes e serrinhas como o Robalo. Da mesma forma anzóis com haste longa, proporcionam também a possibilidade de se usar uma isca maior e deixar la mais acomodada e apresentável.

Alguns desses modelos não são encontrados no Brasil, por isso importo do Japão e Europa grandes quantidades para atender as minhas necessidades e aos interessados.

Contato 22 999757869 Whatsap e eliseucherene@gmail.com


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Daiwa AGS – Air Guide System


A Daiwa garante que seu produto revolucionou o mercado de passadores. Será? Segundo a Daiwa vamos a proposta do fabricante.

As três vantagens do AGS

1 – Leveza.
2 – Resistência.
3 – Design Futurista.

Leveza:

Lona distância e precisão, resultado obtido por passadores leves.

Pela primeira vez no mundo, o Daiwa conseguiu fazer passadores de carbono. O carbono é hoje o material padrão em varas de pesca, devido à sua rigidez e leveza. A usinagem avançada da tecnologia DAIWA criou novas estruturas de passadores que são mais leves que os convencionais por aproximadamente 20 a 40%. DAIWA também desenvolveu anéis feitos de titânio.

  

Minha posição a respeito é que se temos passadores leves teremos um aproveitamento muito maior do blank (FIBRA), pois os pesos dos passadores não vão interferir na ação da vara montada. 

Resistência:

O carbono é três vezes mais duro do que o titânio, quando comparado com o mesmo peso. Passadores de carbono não absorvem a vibração da linha, eles transmitem a vibração diretamente para a mão do pescador eliminando a vibração no blank. O carbono tem maior rigidez que o titânio e maior sensibilidade que transmite mesmo os mais leves toques dos peixes para as mãos do pescador. 



Penso que sim, a Daiwa acertou bem nessa questão, sem vibrações, transmissão direta de toques. Mas é resistente apenas até que ponto? Não foi desenvolvido nenhum sistema anti-laçadas como os K da Fuji, até porque a Fuji patenteou o modelo e tem ocorrido a quebra e muitas vezes o corte do passador provocado por laçadas com linhas multifilamento e quebra por trancos com linhas de monofilamento.

Design Futurista:

O Seu visual trás uma sensação de robustez e resistência além de uma beleza funcional.


 



Somos guiados pelos olhos, se algo transmite segurança você vai querer ter.
  
Dou meu parecer final a respeito dos passadores AGS acreditando que a real funcionalidade deles é apenas para carretilha, pois se a linha do molinete laçar, danos ocorreram e o prejuízo não será ressarcido, pois irá caracterizar o mal uso do equipamento.

Perguntas e respostas elaboradas pela Daiwa:

P. Qual o aumento em distância com os passadores AGS? 

R. De acordo com os testes uma média de 5%.

P. Em tamanho e peso quais as vantagens do AGS? 

R. Comparado com passadores SIC titânio são de mesmo tamanho, O AGS é mais leve 40%. 

P. O AGS é mais sensível? 

R. É difícil descrever sensibilidade nos dados numéricos, mas a sensibilidade do AGS foi aumentada graças à sua leveza e rigidez. 

P. São passadores de carbono resistentes o suficiente? 

R. Passadores de carbono têm rigidez suficiente no uso normal. É claro que eles vão quebrar se muita pressão for colocada sobre eles.